Relação avós, filhos e netos

Avós. Quem nunca? A pregunta é quem nunca? Teve um probleminha por menor que fosse com a avó na hora de tomar uma decisão relativa ao filho? Mesmo que ela não seja verbalizada, sentimos os olhares de reprovação perante à escolha que cabe à mãe. Venha mergulhar com a Psicóloga Carla Ribeiro nesse tema tão atual. Deixe um comentário e clique aqui para ler outros textos da Coluna de Psicologia.

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Tornar-se avô ou avó é estar conectado com um novo mundo. Em meio a novas gerações surgem também as discordâncias que variam das mais ferozes as mais tênues, tensão, sim ela vai existir tal como em qualquer outro relacionamento. Administrá-la de ambas as partes é importante pois as expectativas, os desejos e as frustrações que surgirão inevitavelmente em meio ao convívio entre pais e avós com o nascimento do primeiro bebê na família.

Os avós entrarão em uma nova fase da vida, assim como outros ritos significativos de passagem em nossa sociedade para cada novo estágio da vida – como a mudança do estado civil para um casal –, tornar-se avô ou avó representa um fato significativo, uma oportunidade de ser e estar presente de modo marcante na vida de um serzinho especial, fato empolgante que revela um relacionamento repleto de peculiaridades e experiências prévias destes avós.

Eles amarão os netos, sim, são mais experientes e de fato têm a oferecer na partilha de suas vivências, mas o que incomoda é a imposição, uma insistência para que os pais sigam o que eles dizem. Compartilhar sem obrigar ou cobrar que se reproduza a criação tornará a convivência harmoniosa, já que o modo de criar os filhos muda muito de uma geração para outra, e as divergências causam e causarão inevitavelmente conflitos.

A você, mãe ou pai, respire e antes de explodir, exponha seu ponto de vista em tom cordial de modo que inevitavelmente a decisão final seja sua, dos pais. E aos avós, eles terão um breve caminho a percorrer para compreenderem qual é o lugar, a postura e os limites que hão de cercá-los porque o cuidado será sempre compartilhado, mas a responsabilidade caberá aos primeiramente aos pais.

Muitos dos avós, hoje em dia, são jovens com vida social ativa, e muitos ainda trabalham fora. Mesmo assim, tornar-se avô ou avó é uma oportunidade de manter-se em contato com uma nova geração e novas ideias. Os avós descobrirão sempre novos métodos para cuidar dos netos, novos jogos e brinquedos, livros, interesses e passatempos. Já aos que têm dificuldades para lidar com novidades… “mas no meu tempo….” jogo de cintura, esta resistência em fazer diferente traz a insegurança em saber se vai dar certo ou não, em arriscar ou não e as particularidades de cada um se sobressai.

Diante as resistências dos avós, os pais se deparam com as próprias limitações, afinal não há barreiras para o desejo em querer o melhor para os filhos, no entanto, nos momentos do cuidado compartilhado em que os netos passam uma tarde com os avós por exemplo, nem tudo pode acontecer do ponto de vista da maipria dos pais. Não se pode evitar o convívio, então liberar ou aceitar um doce diferente para agradar o neto pode ser uma forma de minimizar conflitos, e proporcionar aos avós um eatado de felicidade momentânea e importante de ser amado pelo neto.

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Os lados positivos da experiência das relações entre avós, filhos e netos são vastos. Ter netos pode dar aos avós um sentido da própria continuidade, a certeza de que a vida continua, a vida deles pode receber um significado e uma finalidade a mais, com a confiança renovada de que ainda são úteis e têm valor, e como têm. Para os filhos que se tornam pais ressalto a metamorfose e o amadurecimento da relação com os próprios pais, no fortalecimento e na compreensão do elo, uma grande depuração de significados do que realmente importa. Para os netos, a diferenciação das posturas, porque a criança irá perceber que na casa dos avós é diferente da sua, agregando valores, permissões e comportamentos

Carla Ribeiro

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